Grupo de trabalho diz que tem havido especulação à volta das smartshops

Paulo Jesus, que coordena um grupo de trabalho em Évora que lida com as consequências da ingestão de substâncias compradas em smartshops, diz que o fenómeno é novo em Portugal, mas não no resto do mundo.

O grupo de trabalho formado para encontrar a melhor maneira de lidar com as consequências da ingestão de substâncias compradas nas smartshops diz que tem havido alguma especulação à volta destas questões, o que leva a «algum alarme».

«Temos o registo de aparentemente um óbito em Évora e aquilo que corre na comunidade de parceiros é que já morreram pelo menos três a quatro pessoas. É preciso termos algum cuidado em relação a isto», explicou um psicólogo do ex-Instituto da Droga e da Toxicodependência.

Em declarações à TSF, Paulo Jesus, que coordena este grupo de trabalho recém-constituído para analisar a nível do distrito o impacto destas substâncias, lembrou que este é apenas um fenómeno novo em Portugal, uma vez que já existem 700 lojas online disponíveis há 15 ou 20 anos.

Este psicólogo explicou ainda ter falado com os encarregados de educação da escola Conde Vilalva, em Évora, da qual dois alunos foram assistidos no hospital depois de terem ingerido substâncias deste género, e percebeu que esta situação «é algo que marca».

«É algo que marca ver no rosto daqueles pais uma preocupação e uma aflição tremenda sobre o que é isto. Muitos nem sequer sabiam que Évora tinha sequer uma loja», concluiu este psicólogo, que admitiu que «há um grande desconhecimento» sobre a questão.

Para os técnicos, é preciso ensinar os jovens a lidar com as novas realidades, o que não passa apenas por proibir este tipo de drogas, mas por mais informação nas escolas e junto da população mais jovem.

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