Inquérito à morte de estudantes no Meco em segredo de justiça

A Procuradoria-geral da República esclarece que não existem indícios, por agora, que estas mortes estejam relacionadas com a prática de crimes.

O inquérito do Ministério Público à morte de seis estudantes da Universidade Lusófona na noite de 15 de dezembro na praia do Meco está em segredo de justiça.

Em comunicado, a Procuradoria-geral da República esclarece que não existem indícios, por agora, que estas mortes estejam relacionadas com a prática de crimes.

A Procuradoria acrescenta ainda que a investigação não está orientada para ninguém em particular e que não existem denúncias por parte de familiares das vítimas, não tendo ninguém pedido para ser assistente neste processo.

O Ministério Público aproveitou ainda para garantir que serão realizadas todas as diligências para esclarecer as circunstâncias destas mortes.

Em declarações à TSF, o advogado Paulo Saragoça da Matta explicou que a colocação de um processo em segredo de justiça tem como objetivo «tutelar a serenidade da investigação».

Nestes casos, segundo este especialista em Direito Penal, entende-se que a «investigação pode ter maior utilidade e maior proveito não sendo conhecido pelo público em geral».

«Quando uma investigação criminal está a ser feita e há uma excessiva atenção opinião pública e da comunicação social é óbvio que sai prejudicada», concluiu.

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