Literatura

José Eduardo Agualusa vence prémio Manuel António Pina com "A rainha dos estapafúrdios"

O livro "A rainha dos estapafúrdios" valeu ao escritor angolano José Eduardo Agualusa o prémio Manuel António Pina, criado este ano para distinguir obras da literatura para a infância e juventude.

Com ilustrações de Danuta Wojciechowska, editado em 2012 pela D. Quixote, o livro narra as aventuras da perdigota Ana, uma pequena perdiz cinzenta que, à procura de uma plumagem mais colorida, cai num arco-íris e que, depois de muitas peripécias, se transforma na rainha da savana.

O júri foi consensual em atribuir o prémio desta primeira edição a "A rainha dos estapafúrdios", por ser a obra que reuniu todos os requisitos do galardão, criado em honra de Manuel António Pina, disse Adélia Carvalho, um dos elementos do júri.

O Prémio Manuel António Pina, no valor de 2.000 euros, foi criado pela editora Tcharan para premiar textos de literatura infanto-juvenil do universo lusófono, em honra do escritor, falecido em outubro passado.

O júri, que integrou ainda o escritor Álvaro de Magalhães e a jornalista Inês Fonseca Santos, atribuiu uma menção especial, no valor de 500 euros, a Emílio Remelhe, que assina com o pseudónimo Eugénio Roda o livro "minhamãe", ilustrado por Gémeo Luís, pela Edições Eterogémeas.

De acordo com Adélia Carvalho, escritora e uma das fundadoras da editora Tcharan, a esta primeira edição do prémio concorreram cerca de 1.500 textos de autores sobretudo de Portugal e do Brasil.

José Eduardo Agualusa, 53 anos, que acaba de publicar o romance "A vida no céu", autor de outras obras para a infância e juventude, como "Estranhões e Bizarrocos", "Nweti e o mar" e "A girafa que comia estrelas".

O prémio e a menção especial serão entregues a 18 de novembro no Porto, no dia em que Manuel António Pina completaria 70 anos.

Poeta, cronista, jornalista e Prémio Camões em 2011, Manuel António Pina morreu aos 68 anos, a 19 de outubro, deixando sobretudo poesia e obras para a infância e juventude.

A estreia literária deu-se em 1973 precisamente com uma obra para os mais novos, intitulada "O país das pessoas de pernas para o ar", reeditado pela Tcharan com ilustrações de Marta Madureira.

A esse juntam-se outras obras como "Têpluquê", "Gigões & Anantes", "Pequeno livro da desmatemática", "História com reis, rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" e "O cavalinho de pau do menino jesus".

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