Madeira tenta reduzir oferta das smartshops

Na Madeira, as smartshops fecharam depois do registo de quatro mortes e 190 internamentos nesta região. As autoridades locais dizem que é preciso uma lei que criminalize as drogas leves.

O Governo Regional da Madeira está a tentar reduzir a oferta das smartshops, isto depois de quatro jovens terem morrido após terem utilizado drogas alternativas.

Ouvido pela TSF, o diretor do Serviço de Prevenção da Toxicodependência explicou que o decreto que entrou em vigor há cerca de um mês sobre esta matéria já está a produzir efeitos.

Nelson Carvalho adiantou que, para além do encerramento das smartshops, o número de casos relacionados com as chamadas drogas legais diminuiu muito, o que teve reflexos nas urgências no hospital nos internamentos Casa de Saúde Mental.

A entrada em vigor desta lei fez diminuir o número médio de casos no hospital de cinco para um e de 20 para quatro na Casa de Saúde S. João de Deus.

Este responsável adiantou que estas drogas foram responsáveis por 190 internamentos na Casa de Saúde, «alguns dos quais com danos irreversíveis, nomeadamente com o aparecimento de esquizofrenias e outras psicoses e perturbações psiquiátricas».

Ainda de acordo com Nelson Carvalho, estes problemas «precisam para o resto da vida de apoio médico e psicológico para continuarem a vivem com o mínimo de dignidade».

O diretor do Serviço de Prevenção da Toxicodependência lembrou que é preciso passar da contraordenação, que já é praticada na Madeira, para a criminalização deste tipo de casos, algo que deveria acontecer em todo o país.

«Que este passo que demos sirva de estímulo e incentivo ao todo nacional para que desta forma façam uma lei mais eficiente para estas substâncias», concluiu.

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