Bombeiros

Menos inscritos nos cursos para bombeiros voluntários, diz associação

A associação que representa os bombeiros voluntários lembra que se procura já fazer «escolas conjuntas» para estes cursos e que as obrigações de ser bombeiros são muitas.

A Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários garante que são cada vez menos aqueles que os homens e mulheres que se inscrevem nos cursos para bombeiros.

Em declarações à TSF, o presidente desta associação indicou ainda que os «corpos de bombeiros procuram fazer as escolas conjuntas de forma a rentabilizar esse número mais reduzido».

Na base da redução do número de voluntários está, segundo Rui Silva, o facto de muitos emigrarem à procura de melhores condições e outros terem de encontrar um segundo emprego.

Este dirigente da APBV lembrou ainda que um bombeiro com 18 anos que esteja na universidade apenas pode beneficiar das vantagens da profissão após dois anos de atividade.

«Isto quer dizer que só aos 20/21 anos poderá pedir a comparticipação das propinas e a contagem do tempo para efeitos de reforma foi reduzida de 25 para 15 por cento», adiantou.

Já as obrigações dos bombeiros são muitas, a começar pelo «número mínimo obrigatório de trabalho operacional (240 horas) e a formação ao longo do ano (70 horas)».

«Depois, são os vários piquetes, ordens de serviço, cumprimento de ordens internas. É uma vida exigente», concluiu Rui Silva, que lembra que estas obrigações se tornam difíceis de cumprir devido à crise.