Vida

Oliveira onde serão postas cinzas de Saramago já está na Casa dos Bicos

Sérgio Letria, coordenador da Fundação José Saramago, diz que não foi fácil trazer a oliveira da Azinhaga do Ribatejo, mas confirmou que esta já está colocada junto à Casa dos Bicos.

A oliveira centenária que se encontrava na Azinhaga do Ribatejo e onde vão ser colocadas as cinzas do José Saramago já está junto à Casa dos Bicos, que vai albergar a fundação que leva o nome do escritor.

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Na véspera da inauguração deste memorial ao escritor, um ano depois da sua morte, o coordenador da Fundação José Saramago recordou que a azinheira é referida na obra As Pequenas Memórias e que não foi fácil trazê-la para Lisboa.

«Foi um trabalho árduo pelo que sabemos retirá-la da Azinhaga, mas ela já está colocada junto à Casa dos Bicos onde também vai estar um banco em pedra para que as pessoas possam ler páginas de livros de Saramago ou de outros autores da preferência de cada pessoa», acrescentou Sérgio Letria.

Este responsável adiantou ainda que este local poderá ser usado para que se «possa pensar sobre a vida e este mundo em que vivemos e, de alguma forma, manter a ligação mais próxima com o escritor José Saramago».

Sérgio Letria explicou ainda que as obras na Casa dos Bicos, que deverão terminar apenas no final de Agosto, «são obras de fundo, porque a casa estava num estado de degradação bastante grande».

«O telhado corria o risco de cair, a fachada estava bastante suja e degradada. Neste momento, a fachada já está recuperada e limpa. Ao nível da electricidade e ar condicionado, estão a ser feitas obras de fundo», adiantou.

O coordenador da Fundação José Saramago explicou ainda que o Centro Interpretativo das Muralhas de Lisboa vai ocupar o rés-do-chão do edifício, enquanto que o primeiro andar terá uma zona de exposições.

«Prevemos que tenha uma exposição permanente sobre a obra de José Saramago e, ainda no primeiro andar, o outro espaço para exposições estará aberto a artistas portugueses e estrangeiros», acrescentou.

Ainda de acordo com Sérgio Letria, o «piso terá uma zona administrativa, para cima teremos uma biblioteca e, no último andar, um auditório para que a casa tenha uma actividade regular e diária, se possível, nas áreas culturais e cívica».

«Pretendemos que a casa seja um espaço de agitação cultural como o próprio José Saramago disse numa das visitas que fez à casa», concluiu.