Televisão

RTP confirma Nuno Santos como director de informação

A RTP confirmou, esta segunda-feira, à TSF que Nuno Santos, até agora director de programas da SIC, aceitou o cargo de director de informação da estação pública.

Nuno Santos vai para a RTP, substituindo José Alberto Carvalho que saiu recentemente para a TVI.

Nuno Santos regressa à RTP, onde foi também director de programas. Trata-se também de um regresso à informação depois de ter sido o director da SIC Notícias desde a fundação do canal. Antes, foi jornalista da RTP e da TSF, nos anos 80 e 90, até à criação da SIC.

A TSF tentou falar com Nuno Santos, mas o jornalista gentilmente recusou prestar declarações nesta altura.

A SIC também se recusou a comentar o assunto, mas divulgou uma nota do director de programas demissionário.

«É um convite que me honra e uma grande responsabilidade. Espero estar à altura dessa responsabilidade. É com entusiasmo que regresso à RTP onde trabalhei vários anos e onde vou reencontrar quadros de excepcional qualidade profissional e pessoal», disse o jornalista na nota.

«Conto com todos para tornar ainda melhor a Informação produzida pelo serviço público de televisão», declarou ainda o responsável.

A SIC, disse ainda, está actualmente, «após um complexo processo de reestruturação, mais bem preparada para os desafios que se colocam num mercado televisivo em galopante transformação».

Antes da confirmação, a Comissão de Trabalhadores da RTP declarou, em comunicado. que o convite a Nuno Santos representa uma «falta de confiança» da administração para com jornalistas que integram os quadros da empresa.

«A procura sistemática de profissionais fora da RTP, para preenchimento de vagas em funções de maior responsabilidade na empresa, denuncia um enorme desapreço pelo profissionalismo da maioria dos trabalhadores. Por ventura, a mesma desconsideração que tem motivado muitos profissionais a sair da RTP indo ocupar cargos de relevância noutras empresas», lê-se no comunicado.

«A Comissão de Trabalhadores entende que a consumar-se esta contratação, estamos perante o limite da promiscuidade na contratação de quadros para a RTP. Alguém tem de pôr fim a esta lógica futebolística, seja a tutela, a administração ou no limite os trabalhadores eles mesmos principais interessados», refere o texto.