UMAR defende que assédio sexual seja criminalizado

A sustentar a exigência da União de Mulheres Alternativa e Resposta estão as conclusões de um estudo que indica que 27% das mulheres inquiridas foram vítimas de assédio sexual.

São as mulheres com mais de 36 anos que não têm vergonha em contar o assédio sexual de que foram alvo. Alguns casos são muito antigos, mas todos representam um assédio continuado, que por isso é considerado muito grave pela presidente da UMAR, Maria José Magalhães.

«São situações em que, o patrão insistiu e criou situações muito desagradáveis a ponto de ela sair do emprego. Outras situações de perseguições na rua, nos transportes públicos, os apalpões, perseguição repetida», destacou.

Algumas mulheres ainda se queixaram no emprego, mas nenhum dos casos seguiu para a Justiça.

«Nenhuma destas pessoas apresentou queixa, porque aquelas que apresentaram a situação às chefias, o resultado não foi a favor das vítimas», justificou.

A lei portuguesa não protege as vítimas de assédio sexual, referiu Maria José Magalhães, e neste caso também os homens são vítimas, nomeadamente «homens com uma orientação sexual diferente da heterossexual».

O último estudo sobre o assédio sexual tinha sido feito em 1995. Mas 16 anos depois, a UMAR diz que os casos são mais graves, por isso defende que o assédio sexual seja criminalizado.

O estudo da UMAR foi feito nos últimos seis meses, em todo o país, com resposta validada a cerca de mil questionários.

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