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Quem manda é Trump. Casa Branca entende que presidente pode escolher jornalistas

U.S. President Donald Trump participates in the Diwali ceremonial lighting of the Diya in the Roosevelt Room of the White House in Washington, U.S. November 13, 2018. REUTERS/Jonathan Ernst REUTERS/Jonathan Ernst

Na resposta à providência cautelar interposta pela CNN, para restaurar o acesso de Jim Acosta à Casa Branca, a Administração admite que Trump pode escolher quem faz a cobertura jornalística do que se passa no local.

A administração Trump considera que tem "poder discricionário" para escolher os jornalistas que cobrem a Casa Branca, respondendo à ação legal da CNN sobre a revogação da credenciação de Jim Acosta.

O governo dos EUA considera que "foi legal" a decisão de punir o jornalista da CNN Jim Acosta pelo seu comportamento, depois de este ter insistido em colocar perguntas que Donald Trump considerou despropositadas, durante uma conferência de Imprensa, na passada semana.

A CNN interpôs uma ação legal contra Donald Trump e alguns assessores da Casa Branca, considerando que os direitos de liberdade de expressão e de Imprensa do jornalista e da estação televisiva foram violados.

Em resposta a uma ação cautelar da CNN para restaurar o acesso de Jim Acosta, a administração Trump considera que o Presidente tem "poder discricionário para administrar o acesso à Casa Branca", num documento enviado esta quarta-feira aos tribunais e assinado por vários responsáveis do Departamento de Justiça, incluindo o adjunto do secretário de Estado, Joseph Hunt.

A estação televisiva Fox News, considerada muito próxima de Donald Trump, anunciou que é solidária com a rival CNN nesta ação legal.

Lusa