Saúde

Cuidadores informais esquecidos na Lei de Bases da Saúde

A woman holds the hand of her mother who is dying from cancer during her final hours at a palliative care hospital in Winnipeg July 24, 2010. Picture taken July 24, 2010. REUTERS/Shaun Best (CANADA - Tags: HEALTH) - GM1E69F1TP401 REUTERS

Proposta aprovada em Conselho de Ministros não detalha prometido estatuto do cuidador informal.

A nova Lei de Bases da Saúde, aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros, deixou de lado o estatuto do cuidador informal.

Não há nenhum artigo especificamente dedicado aos cuidadores informais na proposta, lamenta Maria Belém Roseira, ex-ministra da saúde e coordenadora da comissão nomeada pelo Governo revisão da Lei de Bases da Saúde.

Este estatuto tinha por objetivo "dignificar o papel das pessoas que exercem essas funções", disse, citada pelo Público. "Não nos parece que fique adequadamente reconhecido."

A Proposta de Lei de Bases da Saúde, que será submetida à aprovação da Assembleia da República, reafirma o papel do Estado enquanto garante do direito à proteção da saúde, através do Serviço Nacional de Saúde, mas não exclui recorrer ao privado.

A gestão dos estabelecimentos do SNS é prioritariamente pública, mas segundo o diploma consultado pelo Público pode ser temporariamente feita por privados e setor social, mas a proposta aprovada não define como.

Mantêm-se as taxas moderadoras, com um limite ao valor máximo das a pagar por cada prestação de cuidados de saúde e por ano.

Carolina Rico