Sociedade

Bombeiros profissionais aderem à greve da função pública

Lisboa, 14/1/2019 - Bombeiros sapadores de Lisboa durante a manifestação desta tarde em frente ao ministério do Trabalho na Praça de Londres. Durante a manifestação de desta segunda-feira, pelas 15:45, os bombeiros tentaram entrar no ministério do Trabalho, mas cerca de 30 elementos das forças de segurança fizeram um cordão policial, o que impediu que isso acontecesse. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens) Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais justifica decisão com o impasse na aprovação de um estatuto profissional.

Os bombeiros profissionais vão aderir à greve da função pública da próxima semana por terem receio que termine mais uma legislatura sem que seja aprovado o estatuto desta classe profissional. Apesar de ter havido alguns avanços nas negociações com o Ministério da Administração Interna (MAI), Fernando Curto assegura que não é suficiente.

"Todos os bombeiros profissionais deste país estão descontentes porque não há uma uniformização da carreira deste setor, estamos há dez anos à espera dessa uniformização e ainda que estejamos a discutir com o MAI - já se conseguiram algumas alterações - estamos preocupados porque teimosamente o estatuto não sai", explica o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP/SNBP).

Os bombeiros dependem de vários organismos e querem ver o tema "finalizado". "Queremos ter um estatuto com uma única coluna vertebral, com uma responsabilidade grande perante as populações", esclareceu o responsável.

Como tal, Fernando Curto justifica a adesão dos bombeiros profissionais à greve da função pública, para mostrarem o "descontentamento e a morosidade com que este processo está a ser tratado".

"Temos algum receio que ao fim de dez anos termine mais uma legislatura e que o estatuto dos bombeiros profissionais não seja aprovado. Temos algum receio que acabe a legislatura e que fiquemos novamente pendurados como temos ficado ao longo dos últimos dez anos", alerta Fernando Curto.

Para a próxima semana está marcada mais uma reunião com o Governo, numa altura em que os bombeiros profissionais exigem alterações à ultima proposta do Executivo para o estatuto profissional.

Inês André de Figueiredo com Leonor Ferreira