Cansado do silêncio do Governo, o presidente do Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública inicia, esta terça-feira, uma greve de fome por tempo indeterminado.
Ernesto Peixoto Rodrigues, que está em protesto junto ao Palácio de Belém, explica que está em greve de fome por todos os polícias. O sindicalista exige ao Governo que retome o pagamento do suplemento de férias, pede uma revisão dos subsídios e contesta a existência de dois subsistemas de segurança social.
Em declarações à TSF, o presidente do Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública (PSP) diz que os polícias estão cansados de ser ignorados pelo Governo.
"Há conhecimento por parte da tutela, desde o ano passado, destes problemas. Já pedimos reuniões ao Ministro da Administração Interna e, até à data, não obtivemos qualquer resposta. Há um autismo total por parte da tutela", queixa-se.
O sindicalista afirma que a greve de fome "é o limite do que um ser humano pode fazer neste tipo de situações", declarando que não lhe resta "outra alternativa".
Peixoto Rodrigues, que conta com o apoio de outros agentes policiais, adianta que só terminará a greve de fome quando tiver "a garantia, por parte da tutela, da resolução deste problemas, ou se, por questões de saúde, tiver que ser internado".