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Presidente moçambicano acredita que ciclone fez mais de mil mortos

People walk down a flooded road next to buildings damaged by Cyclone Idai in Beira, Mozambique, March 17, 2019 in this still image taken from a social media video on March 18, 2019. International Federation Of Red Cross And Red Crescent Societies via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. MANDATORY CREDIT. NO RESALES. NO ARCHIVES IFRC via REUTERS

O Presidente de Moçambique descreve o cenário como "um verdadeiro desastre humanitário de grandes proporções".

O Presidente de Moçambique sobrevoou o país esta manhã para avaliar os estragos do ciclone Idai que destruiu praticamente toda a cidade da Beira. Filipe Nyusi avança um possível número de vítimas mortais amplamente superior ao que está formalmente registado.

"Formalmente há registo acima de 84 óbitos, mas tudo indica que poderemos registar mais de mil óbitos."

Nyusi adiantou que mais de "cem mil pessoas correm perigo de vida", "as águas dos rios Pungue e Buzi transbordaram, fazendo desaparecer aldeias inteiras, isolando comunidades e veem-se, durante os sobrevoos, corpos a flutuar".

O chefe de Estado descreve o cenário como "um verdadeiro desastre humanitário de grandes proporções".

Filipe Nyusi avançou que o desastre deixou "grande parte da zona centro sem energia elétrica", sendo que "na cidade da Beira acima de 80% de postos não estão em condições". Para além disso, o clicone "deixou também sem abastecimento de água potável e comunicações, para além de ter afetado o funcionamento normal dos hospitais e escolas".

O governo sublinhou que está a fazer um esforço no sentido de "conseguir mobilizar alguns geradores, para apoiar a cidade da Beira, porque não é fácil fazer uma canalização imediata", lembrando que as estradas estão cortadas.

Quanto às operações de resgate, Nyusi afirmou que a prioridade é salvar o maior número de pessoas possível.

"As nossas forças de defesa e segurança estão no terreno com os meios marítimos e aéreos salvando vidas, em parceria com outras forças congéneres, com vista a assegurar a rápida assistência humanitária em bens alimentares e não alimentares, a água, energia e comunicações. O Governo mobilizou vários meios aéreos para ver se conseguimos reforçar, porque, de facto, a dimensão das pessoas que estão à espera deste apoio é muito grande e tem que ser feito em tempo recorde para ver se conseguimos salvar grande parte da vida destas pessoas."

Sara Beatriz Monteiro e Ana Sofia Freitas