No total, há mais de 100 incêndios ativos em todo o país, esta manhã, que estão a mobilizar mais de 700 operacionais, 200 veículos terrestres e sete meios aéreos.
O incêndio florestal em Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro, continua com quatro frentes ativas e estão mais de 300 elementos a combater as chamas, apoiados por 94 viaturas e dois meios aéreos.
Fernando Maciel, segundo comandante dos bombeiros, revelou à TSF que uma casa chegou a ser evacuada, mas acabou por não ser afetada pelas chamas. Uma mulher foi levada para o hospital com um ataque de pânico.
O alerta para o fogo foi dado às 3h32 e o incêndio, que começou há mais de 12 horas, ainda não foi controlado.
O presidente da câmara de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge Ferreira, descreve um incêndio de grandes dimensões, mas revela que não há habitações em risco.
"É um incêndio com alguma dimensão, um incêndio que, em função das condições do vento poderá propagar-se, alargar a sua área de influência e aquilo que interessa é circunscrevê-lo e procurar que algumas das frentes ativas deixem de estar ativas para que seja mais fácil a concentração de meios nos locais de maior perigosidade", explicou.
Esta segunda-feira, a ANPC emitiu um aviso à população sobre o perigo de incêndio rural, devido à manutenção de temperaturas acima do habitual para a época e "acentuado aumento da intensidade do vento".
A ANPC avisa que o cenário meteorológico "traduz-se num aumento dos índices de risco de incêndio até quarta-feira, com condições favoráveis à rápida propagação de incêndios em todo o território continental", com níveis de risco elevado e muito elevado.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a temperatura máxima está acima dos valores normais para a época do ano, com valores entre 25ºC e 28ºC nas regiões centro e sul e entre 20ºC e 25ºC na região norte.
Está previsto igualmente um aumento da velocidade do vento, do quadrante de leste, com rajadas até 40 km/h e rajadas até 65 km/h no litoral a norte do Cabo Mondego durante a noite e manhã de terça-feira, e no Algarve a partir do fim da tarde.
Face a estas previsões, a ANPC lembra que a queima de matos cortados e amontoados e de qualquer tipo de sobrantes de exploração está sujeita a autorização da autarquia local, devendo esta definir o acompanhamento necessário para a sua concretização, tendo em conta o risco do período e zona em causa.
A ANPC recomenda também a "adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural, nomeadamente através da adoção das necessárias medidas de prevenção e precaução, na utilização do fogo em espaços rurais".
Segundo IPMA, o concelho de São Brás de Alportel, no distrito de Faro, apresenta esta terça-feira risco máximo de incêndio e outros 22 estão em risco muito elevado.
(Notícia atualizada às 16h07)