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Combate ao "terrorismo islâmico radical" no Sri Lanka é "também o da América"

Joshua Roberts/Reuters

Mike Pompeo fala numa ameaça que ainda está em curso e pede ação e vigilância.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, considerou esta segunda-feira que o "combate" contra o "terrorismo islâmico radical" que atingiu no domingo o Sri Lanka "é também o da América".

"O terrorismo islâmico radical continua a ser uma ameaça", "devemos permanecer ativos e vigilantes", salientou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos à imprensa, em Washington, após os atentados no Sri Lanka que fizeram 290 mortos, incluindo americanos.

As oito explosões de domingo mataram, pelo menos, 290 pessoas, entre as quais um português residente em Viseu, e provocaram 500 feridos.

A capital do país, Colombo, foi alvo de pelo menos cinco explosões: em quatro hotéis de luxo e uma igreja.

Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país.

A oitava e última explosão teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.

As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 08:45 de domingo (03:15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

O número de pessoas detidas relacionadas com os ataques, que não foram ainda reivindicados, também aumentou de 13 para 24, disse à agência de notícias francesa France Presse (AFP) o porta-voz da polícia Ruwan Gunasekera.

A polícia também informou hoje que uma bomba artesanal foi descoberta e desativada no domingo, perto do principal aeroporto de Colombo.

Leia aqui todos os desenvolvimentos acerca dos ataques no Sri Lanka

Lusa