Política

"A António Costa só lhe falta ser o número um da lista"

David Justino no programa da TSF "Almoços Grátis" Paulo Spranger/Global Imagens

Nunca se viu "um primeiro-ministro tão empenhado nas eleições Europeias como este", diz David Justino na TSF.

"A António Costa só lhe falta ser o número um da lista" do Partido Socialista às eleições Europeias, comenta David Justino. "Só lhe falta pôr lá o nome".

No programa da TSF "Almoços Grátis", o social-democrata diz que nunca viu "um primeiro-ministro tão empenhado nas Eleições Europeias como este."

Foi de António Costa o primeiro contributo para a nacionalização do debate na campanha às Europeias, o " toque de finados dos temas europeus", considera.

Por outro lado, candidatos como Ana Gomes e Francisco Assis, que fizeram "um excelente trabalho", no Parlamento Europeu, desapareceram.

"E o que é feito do candidato Pedro Silva Pereira?", o terceiro na lista do PS. "Desapareceu? Mandaram-no calar? Estará doente? Estou preocupado...", ironiza. "Cheira-me um bocado a saneamento."

David Justino diz-se ainda "plenamente convencido" de que as sondagens para as legislativas, onde o Partido Socialista surge com os melhores resultados, não vão corresponder à verdade nas urnas.

Na última sondagem para as eleições legislativas disputadas a 6 de outubro atribui a vitória ao PS com 39% dos votos, mais 11 pontos percentuais do que o PSD, que recebe 28% das intenções de voto.

"Esse resultado é claramente irrealista e pode ter uma função de condicionamento do eleitorado", considera. Quem fizer uma comparação das várias sondagens "não tira dali nada", apenas reforça o "descrédito" nesta ferramenta.

Por sua vez, Pedro Delgado Alves, esta quarta-feira excecionalmente no lugar de Carlos César, não acredita que exista um "condicionamento intencional".

O socialista retira das sondagens apenas uma conclusão: a vitória do Partido Socialista, que "será de todos", tanto do candidato às Europeias, como do primeiro-ministro.

Nas ruas, diz Pedro Delgado Alves, nota-se que os eleitores estão recetivos, que não existe "uma animosidade em relação ao ato eleitoral".

"Há um clima positivo de participação", o que não significa que vão votar, "ou que as questões europeias lhes façam o coração bater mais depressa", ressalva.

Com Anselmo Crespo e Nuno Domingues

Carolina Rico