Sociedade

Não há nem nunca houve doentes em risco garante o IPO de Lisboa

Vista exterior do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa Thomas Meyer / Global Imagens

Bloco de Braquiterapia do Instituto Português (IPO) de Lisboa foi encerrado temporariamente na sequência de três profissionais de saúde terem manifestado queixas respiratórias.

O presidente do IPO de Lisboa garante que nenhum doente foi exposto a quaisquer riscos no serviço de Braquiterapia, que está encerrado há uma semana.

Depois de uma manutenção do sistema de ventilação, três funcionárias manifestaram problemas respiratórios e ficaram de baixa médica.

Para proteção dos profissionais e dos doentes, no dia da ocorrência, o Conselho de Administração do IPO Lisboa determinou o encerramento da Bloco de Braquiterapia, que faz parte do serviço de radioterapia.

No mesmo dia foram também solicitadas análises químicas, físicas e microbiológicas para avaliação da qualidade do ar, a entidade externa, com certificação internacional.

Ontem, o IPO anunciou que o serviço deverá reabrir durante a próxima semana. Ouvido pela TSF, João Oliveira, o médico oncologista que presidente ao Conselho de Administração do IPO, garante a total segurança dos doentes.

O fecho do serviço leva obrigatoriamente ao adiamento de alguns tratamentos mas João Oliveira diz que a situação, não se prolongando por muito mais tempo, não é dramática.

Sobre as funcionárias, João Oliveira explica que terão sido expostas a um agente irritante que não foi identificado, garantindo que a situação não é grave.

Se os resultados finais das análises microbiológicas chegarem este semana, e não se confirmarem indicadores de contaminação, a sala reabrirá de imediato.

A sala de Braquioterapia é usada para uma forma de tratamento de radioterapia com recurso a anestesia, em casos de tumores ginecológicos e da próstata.

Teresa Alves e Nuno Domingues