Sociedade

Um morto em queda de helicóptero de combate a incêndio em Valongo

É a segunda queda de um meio aéreo de combate a incêndios em pouco mais de 24 horas João Félix Pereira

A aeronave colidiu com um poste de alta tensão e despenhou-se.

Uma pessoa morreu, esta tarde, na sequência da queda de um helicóptero que estava a combater um incêndio, em Sobrado, no concelho de Valongo, de acordo com os Bombeiros de Valongo.

A TSF apurou que o helicóptero caiu em frente à Escola Profissional de Valongo, após colidir com um poste de alta tensão.

Fonte oficial da Afocelca confirmou à TSF a existência de uma vítima mortal, o piloto da aeronave.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já dirigiu condolências aos familiares da vítima, que era comandante dos Bombeiros Voluntários de Cete.

De acordo com o comandante distrital da Proteção Civil do Porto, o piloto era o único tripulante do helicóptero. "A brigada de operacionais de combate a incêndio estaria fora do helicóptero, teriam ficado em solo", adiantou Carlos Alves à agência Lusa.

O alerta para o incêndio em causa foi dado às 16h05. A combatê-lo estão perto de uma centena de operacionais, apoiados por quase 30 veículos.

O helicóptero acidentado pertence à Afocelca, um corpo privado de bombeiros florestais da Navigator e da Altri. Apesar de pertencer a uma entidade privada, a aeronave estava, contudo, emprestada ao mecanismo nacional de Proteção Civil.

Em comunicado, a Afocelca, empresa responsável pelo helicóptero que caiu, confirma a morte do piloto e reforça que "as circunstâncias em que ocorreu o acidente estão a ser apuradas pelas autoridades competentes".

A empresa lembra que conta com uma "estrutura profissional" que "tem por missão apoiar o combate aos incêndios florestais em todo o país". "A Afocelca, em mais de 85% das suas intervenções, apoia o combate a incêndios em propriedades particulares que não pertencem nem à Altri nem à Navigator, como foi aliás este caso", sublinha.

Uma equipa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) já se dirigiu a Valongo para investigar o caso.

O responsável explicou que "nem sempre há uma deslocação" ao local pelo Gabinete, mas "Atendendo às circunstâncias" do acidente em Valongo, nomeadamente a "aeronave danificada" e a morte do piloto, justifica-se a mobilização de uma equipa, explicou Nelson Oliveira, diretor do GPIAAF.

Ainda esta quarta-feira, um outro helicóptero de combate a incêndios caiu quando descolava do Centro de Meios Aéreos na Pampilhosa da Serra, provocando um ferido.

"Dia triste para os bombeiros portugueses"

Em declarações aos jornalistas, o comandante dos Bombeiros de Valongo, lamentou a morte de Noel Ferreira, que era comandante dos Bombeiros Voluntários de Cete.

"Hoje é um dia muito triste para os bombeiros portugueses. Lamentamos a morte do comandante Noel Ferreira, dos bombeiros de Cete. Um comandante com muita experiência e humilde", lamentou Bruno Fonseca.

Questionado sobre as causas dos recentes acidentes, o comandante dos Bombeiros de Valongo remeteu as conclusões para a investigação que já está no terreno.

Notícia atualizada às 20h39

Rita Carvalho Pereira com Nuno Guedes