Sociedade

Voluntariado vai passar a dar créditos no Politécnico de Bragança

Os alunos serão encaminhados para diversas instituições de âmbito cultural, de solidariedade ou ambiental Miguel Sousa/Global Imagens

O Politécnico de Bragança quer dar o exemplo, e agora as horas dadas à comunidade podem valer créditos.

Desde terça-feira que o Instituto Politécnico de Bragança tem um programa de voluntariado que dá créditos. Os estudantes poderão fazê-lo no próprio instituto ou em várias instituições culturais, ambientais ou de solidariedade na cidade transmontana. No final do ano, as horas "dadas" à comunidade podem ser traduzidas em créditos.

"Os alunos podem frequentar as atividades de voluntariado e isso equivaler a créditos, que podem creditar nas suas formações até determinado limite que está estabelecido. O que se pretende é que o programa ganhe amplitude e que as atividades dos estudantes tenham impacto social", ressalva Orlando Rodrigues, presidente do IPB.

Os alunos serão encaminhados para diversas instituições de âmbito cultural, de solidariedade ou ambiental na cidade transmontana, e poderão fazer entre duas a 15 horas por semana. O presidente do politécnico acrescenta que "a formação social é cada vez mais tida em conta, tal como as competências de proatividade, espírito de iniciativa, de capacidade de relacionamento com o outro; todos esses tipos de competências são cada vez mais importantes nos mercados de trabalho atuais".

Orlando Rodrigues quer que os alunos voluntários sejam criativos nos lugares onde ficarem e realça o facto de a comunidade do IPB ter uma multiculturalidade única que pode dar e receber muito. "É aproveitar a nossa grande comunidade internacional e levá-los mais próximo da comunidade porque permite-lhes interagir com pessoas que vêm de outros contextos, e simultaneamente a eles permite-lhes ter uma maior imersão na nossa sociedade."

O padre Calado, capelão do instituto, será o responsável por todo o programa, e lembra que este projeto deverá servir também para formar os voluntários no sentido de identificar sinais de alguma pobreza envergonhada na própria comunidade estudantil: "Formá-los para que possam identificar esses sinais, porque estão mais perto deles, e depois possamos agir, ajudando da melhor forma."

O programa contempla também o apoio a alunos com necessidades especiais. Há já vários anos que o Politécnico de Bragança tem dado o exemplo na ajuda com a praxe solidária. Uma ação feita no início do ano, que angariou bens para os alunos mais necessitados e para algumas instituições da cidade, prova o seu compromisso. A inscrição neste programa de voluntariado faz-se aqui.

Afonso de Sousa