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Atentado na Somália faz dezenas de mortos

Carro explode em Mogadíscio e faz dezenas de mortos Feisal Omar/Reuters

O atentado deste sábado com um carro armadilhado em Mogadíscio fez 76 mortos e dezenas de feridos numa zona movimentada da capital da Somália. Até ao momento, nenhum grupo terrorista reivindicou a autoria do sucedido.

A explosão de um carro armadilhado em Mogadíscio fez 76 mortos e dezenas de feridos numa zona movimentada da capital da Somália, de acordo com fontes médicas. "O número de vítimas que confirmámos é de 76 mortos e 70 feridos". Pode ainda ser superior", declarou à AFP o diretor do serviço privado de ambulâncias Aamin Ambulnace, Addukadir Addirahman.

No entanto, uma organização internacional a operar no terreno, citada pela agência Reuters, adianta que o número de mortos ascende a 90.

Entre os mortos há dois engenheiros de nacionalidade turca, que no momento da explosão realizavam obras na estrada que une Mogadíscio a Afgoye, e vários estudantes universitários que se encontravam dentro de um miniautocarro a atravessar o cruzamento.

O atentado ocorreu às 08h00 locais (05h00 em Lisboa), quando um presumível suicida fez rebentar o veículo perto de uma repartição de impostos, num posto de controlo em cujos arredores havia carros patrulha, estudantes e vendedores de um estimulante vegetal.

As equipas de emergência já estão na zona afetada, de acordo com informações de médicos locais. Até ao momento, nenhum grupo terrorista reivindicou a autoria do sucedido, apesar de o grupo jihadista Al Shabad se ter manifestado contra a construção desta estrada.

Mogadíscio sofre frequentemente atentados do Al Shabad, organização terrorista que se filiou em 2012 na rede internacional Al Qaeda e que controla parte do centro e sul da Somália, onde aspira a instaurar um Estado islâmico de cariz wahabi (ultraconservador).

A Somália vive em estado de conflito e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohamed Siad Barré, o que deixou o país sem governo efetivo e nas mãos de milícias islamitas e senhores da guerra, escreve a agência Efe.

* Notícia em atualização

Lusa