Sociedade

Circulação no IP3 restabelecida após quatro semanas condicionada

IP3 esteve cortado entre o nó de Penacova e da Espinheira José Ricardo Ferreira/TSF

A circulação na zona de Penacova esteve condicionado devido a um deslizamento de terras.

A circulação no Itinerário Principal (IP) 3, na zona de Penacova, é restabelecida esta quarta-feira ao início da tarde, após quase quatro semanas condicionada devido a um deslizamento de terras, informou a Infraestruturas de Portugal.

"Hoje, a partir do início da tarde, será restabelecida a circulação no IP3 nos dois sentidos no troço entre o nó de Penacova e o nó da Espinheira", afirmou a Infraestruturas de Portugal, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

A circulação no sentido Coimbra-Viseu, em Penacova, estava cortada desde 21 de dezembro de 2019, devido a um deslizamento de taludes, na sequência das intempéries sentidas na região Centro, sendo que a empresa tinha apontado restabelecer por completo a circulação até segunda-feira, dia 20.

"Fruto do esforço das equipas e das empresas associadas à obra, trabalhando em horário extraordinário, foi possível antecipar a data de reabertura nos dois sentidos da zona anteriormente condicionada pelas intempéries de dezembro em cerca de cinco dias", salientou a entidade.

Na nota de imprensa, a Infraestruturas de Portugal reconhece "a perturbação criada pelas intervenções que está a realizar", frisando que está a "desenvolver todos os esforços no sentido de dotar o IP3 com as melhores condições de circulação e segurança com a maior brevidade possível", numa alusão à intervenção de requalificação da estrada que liga Coimbra a Viseu.

Há uma semana, o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões exigia a abertura urgente da via. Agora, Rogério Abrantes mostra-se satisfeito, mas lamenta ter precisado de vir a público manifestar o seu descontentamento para que a situação ficasse resolvida.

"Estamos satisfeitos, mas é pena termos tido de tomar algumas atitudes que gostámos de tomar para que se resolvesse o problema. Durante umas semanas nada se fez e agora, em meia dúzia de dias, foi resolvido", lembrou o responsável.

A reabertura do troço também agrada à Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3. Álvaro Miranda, porta-voz da comissão de utentes, só não compreende a demora na reabertura do trânsito.

"A solução estava mesmo ao lado, como alertámos por várias vezes durante este período em que o IP3 esteve fechado", alerta Álvaro Miranda. O porta-voz refere ainda incúria e desrespeito pela região.

Já quanto ao atraso de dois meses nas obras de requalificação em curso na estrada, os utentes do IP3 querem pressionar o Governo para que os trabalhos no terreno não derraparem mais.

"Vai estar concluída muito perto do final do ano, a derrapagem nos prazos continua a acontecer", lamenta. "Exigimos que, de uma vez por todas, o Estado e a IP - Infraestruturas de Portugal exijam aos empreiteiros um plano como deve ser."

Face ao deslizamento de terras e ao corte do trânsito, as comunidades intermunicipais (CIM) de Viseu Dão Lafões e de Coimbra tinham exigido, na quinta-feira, urgência no restabelecimento da circulação no IP3.

Para os autarcas que integram a CIM de Viseu Dão Lafões, o calendário definido para o restabelecimento integral da circulação rodoviária era "inadmissível".

TSF com Lusa