Política

Travar retirada de confiança a Joacine? "Sou ateu e não acredito em milagres"

Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens

Joacine Katar Moreira e a direção do partido continuam de lados opostos mesmo após o fim do Congresso. O grupo de contacto acredita que será muito difícil reverter a decisão da retirada da confiança política.

A nova direção do partido acredita que só um "milagre" poderá parar a retirada da confiança política à deputada única.

"Se por algum ato milagroso houver uma mudança de atitude por parte da deputada Joacine Katar Moreira e se a assembleia a isso solicitar a direção, obviamente trabalharemos com Joacine Katar Moreira, mas neste momento o reforço de mais de 85% dos votos expressos em urna dão-nos o conforto de que os nossos camaradas querem a continuidade da linha que esta direção tem vindo a seguir", explicou Pedro Mendonça.

O dirigente recorda que a posição da anterior direção era de solidariedade com a resolução da assembleia, que pretendia a retirada de confiança política.

"Não vejo como possível a não ser que exista um milagre que transforme todas as relações laborais, pessoais e política de cima a baixo... [mas] sou ateu e não acredito em milagres", apontou.

Já Joacine Katar Moreira garantiu, à saída do Congresso, que vai fazer as cedências que "forem necessárias" para que a relação entre a deputada e o partido possam ser melhoradas e para "não inviabilizar a confiança dos eleitores", mas realça que "qualquer cedência precisa de dizer respeito ao trabalho e com base na verdade absoluta",

A deputada única do Livre admite que esta época irá ser "um bocado agitada", mas mostrou-se disposta a fazê-lo.

Inês André Figueiredo