Economia

Confederação do Comércio aplaude retoma da suspensão dos contratos, sindicatos lamentam

Medida foi avançada por Pedro Siza Vieira Paulo Novais/Lusa

Governo está a fazer uma revisão da medida que substitui o lay-off simplificado.

A Confederação Do Comercio E Serviços De Portugal (CCP) considera "positiva" que as empresas mais atingidas pela pandemia de Covid-19 possam voltar a suspender os contratos de trabalho.

A medida foi avançada esta segunda-feira pelo ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, na sequência da revisão que o Governo está a fazer da medida que substitui o lay-off simplificado.

O objetivo é flexibilizar as medidas de apoio a empresas que não recuperaram, como é o caso das pequenas e médias empresas do setor do turismo.

O presidente da CCP, João Vieira Lopes, defende mesmo que a medida que permite retomar as suspensões de contratos "deve ser estendida a todo o universo de empresas e não apenas a algumas.

"Os diversos setores têm reações diferentes e em cada setor também há situações diferentes", defendeu, em declarações à TSF. "É pena que se tenha perdido este tempo, mas mais vale tarde do que nunca."

Já o líder da UGT, Carlos Silva, entende é preciso que o Governo avance mais detalhes para compreender uma medidas anunciada durante um discurso para um setor específico, à margem da V Cimeira do Turismo Português, realizada em Lisboa.

"Mais uma vez, para se apoiar as empresas o Governo vai fazer recair sobre os trabalhadores a flexibilização dos contratos e a possibilidade de os empregadores poderem despedir", lamenta.

Também a líder da CGTP, Isabel Camarinha, defende que todas as medidas que impliquem corte dos salários dos trabalhadores não são aceitáveis, mesmo que melhorem a situação atual.

"As medidas aprovadas pelo Governo não têm garantido aquilo que é necessário garantir, que é a retribuição total aos trabalhadores e os postos de trabalho", condena.

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Nuno Domingues com Carolina Rico