Sociedade

Lacerda Sales alerta que "ainda estamos sob grande pressão"

Carlos Costa/Global Imagens

Governante sublinha que o esforço dos serviços de saúde "não é solução" mas permite "ganhar tempo" no combate à pandemia.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, alertou esta terça-feira que os serviços de saúde portugueses ainda estão sob "grande pressão" e que o esforço por eles desenvolvido "não é a solução para os problemas", mas sim uma forma de "ganhar tempo" na luta contra a Covid-19.

O governante recebeu, esta tarde, os profissionais de saúde luxemburgueses - dois médicos e dois enfermeiros - que vêm ajudar Portugal no combate à Covid-19 e vão integrar o trabalho da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital do Espírito Santo, em Évora.

"Ainda estamos sob grande pressão", alertou o governante, que acrescentou a importância de que os portugueses "percebam esta pressão e que o esforço que os serviços de saúde fazem não é a solução para os problemas".

Lacerda Sales explica que o esforço serve para "ganhar tempo" e para permitir o cumprimento das regras de confinamento, com o objetivo de "começar a diminuir a pressão sobre os serviços de saúde", antes de acrescentar que "os números indicam" que esse alívio "parece, de facto, estar a acontecer."

"Tudo faremos para aliviar o cansaço natural dos nossos profissionais de saúde", assegurou também o secretário de Estado, algo para que contribuem os profissionais de saúde luxemburgueses que hoje chegaram a território nacional.

Esta ação é "um exemplo paradigmático do que deve ser uma Europa solidária", realçou, elogiando ainda o "esforço" de Évora ao passar de cinco camas em Cuidados Intensivos, em março, para 19 camas afetas à Covid-19.

Sobre os recursos humanos em todo o país, Lacerda Sales assinalou que, depois dos 48 intensivitas contratados em 2020, o Governo pretende contratar este ano mais 47.

O país tem, por esta altura, "mais de dois mil ventiladores, cerca de 1300 camas de UCI, com 950 afetas à Covid e cerca de 750 delas ocupadas", uma taxa de ocupação de UCI de 77%.

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Gonçalo Teles