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Informações contraditórias. Autoridades no terreno não confirmam morte de portugueses em Antuérpia

João Francisco Guerreiro/TSF

Fonte dos bombeiros garante "fortemente" que há apenas um morto.

As autoridades no local onde esta tarde ruiu um prédio em construção em Antuérpia, na Bélgica, não confirmam a nacionalidade portuguesa, nem a existência de três vítimas mortais, no acidente.

"Apenas temos um", afirmou fonte dos bombeiros, ouvida no local pela TSF. Nas buscas que estão a ser realizadas apenas foi encontrado o corpo de uma pessoa. Outras nove foram transportadas para o hospital, quatro delas em estado considerado grave.

Ao que a TSF apurou, a informação foi avançada pelas autoridades belgas, concretamente pelo Ministério do Interior, às autoridades portuguesas. A informação sobre a morte de três portugueses, que veio de fontes oficiais belgas, foi comunicada aos serviços consulares portugueses, com detalhes da nacionalidade, dos nomes dos operários, e até da localidade de onde vieram em Portugal.

Mas, fonte dos bombeiros garante "fortemente" que foi encontrado apenas um morto. "I strongly confirm this information [Confirmo fortemente esta informação]", foi a expressão utilizada.

Esta tarde surgiu a informação de três vitimas mortais, funcionários de uma empresa de construção da Flandres, que na altura estavam a instalar os andaimes, para a renovação das fachadas de uma escola básica.

Os operários foram surpreendidos por uma rajada de vento forte, que fez desabar parte do edifício, arrastando os andaimes e vários trabalhadores, que ficaram no meio do emaranhado de ferros e placas de madeira, e escombros do edifício.

Várias informações, começaram a circular, dando conta do número de trabalhadores, alguns jornais belgas falam em 10 pessoas soterradas, sendo que quatro eram portugueses.

Presume-se que haja mais pessoas no meio dos escombros. As buscas prosseguem pela noite dentro. Os bombeiros iam realizar uma nova operação para busca de sobreviventes "parando a maquinaria" no local para "provocar silêncio", e tentarem detetar sinais sonoros de vida, no meio dos escombros.

Uma escavadora está desde esta tarde a remover partes da estrutura desabada.

João Francisco Guerreiro, em Antuérpia