Política

Rangel pede "medidas suaves" ao Governo e diz que voto no PS é "inútil"

O eurodeputado e candidato à liderança do PSD, Paulo Rangel Rodrigo Antunes/Lusa

Paulo Rangel entende que o Governo deve evitar tomar medidas mais drásticas no futuro.

Paulo Rangel afirma que o voto no PS é "inútil", e o PSD deve ser uma alternativa ambiciosa para o crescimento do país. Depois de uma reunião com a Confederação Empresarial de Portugal - CIP, o candidato à liderança social democrata falou ainda sobre o combate à pandemia, numa altura em que António Costa recebe os partidos com assento parlamentar, e pediu "medidas suaves" para acautelar o futuro.

Depois de quase duas horas reunido com António Saraiva, líder da CIP, o eurodeputado afirmou que com o PS e com um crescimento de 1% por ano, o país não vai crescer consoante a média europeia.

"Nos seis anos de Governo de António Costa, que está há 40 anos no sistema e há 20 anos no Governo, não vamos ter essa mudança. O voto no PS é inútil, esgotou-se. O PSD tem de se oferecer como uma alternativa de esperança", apontou.

O eurodeputado diz que o PSD "tem de puxar o país para o crescimento, criando riqueza", porque "não vamos lá" a crescer 1% por ano.

Paulo Rangel criticou ainda a postura do Governo perante a concertação social, o que levou à saída dos patrões, e pede "uma mudança de atitude" para o crescimento das empresas.

"Portugal só cresceu a sério quando os parceiros sociais fizeram um acordo. É preciso colocar as entidades patronais e os sindicatos a uma mesa. O Governo praticamente destruiu e ignorou a concertação social, o que não cria estabilidade nas empresas para que elas possam crescer", disse.

O candidato à liderança laranja acrescenta que "também aqui tem de haver uma mudança de atitude", para que os portugueses possam "sonhar com uma vida melhor".

Questionado ainda sobre as medidas para evitar a propagação da Covid-19, Paulo Rangel defende medidas suaves, "para evitar um agravamento".

"Devíamos ter medidas suaves e moderadas. Com os dados que temos, não precisamos de ter medidas restritivas, mas temos de evitar tomar medidas mais drásticas", sugere.

Francisco Nascimento