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Chanceler alemão recusa fazer teste PCR russo antes de encontro com Putin

Scholz viajou para Moscovo com uma delegação composta por mais de 50 pessoas AFP

Macron também se recusou a ser submetido a um teste PCR russo quando se deslocou, na semana passada, a Moscovo.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, recusou-se a fazer um teste PCR russo antes do seu encontro com o Presidente Vladimir Putin, realizando um teste de diagnóstico à Covid-19 na embaixada alemã em Moscovo, sob supervisão de um médico alemão.

Esta situação foi divulgada pelos meios de comunicação alemães, lembrando que o Presidente francês, Emmanuel Macron, também se recusou a ser submetido a um teste PCR russo quando se deslocou, na semana passada, a Moscovo.

Scholz viajou para Moscovo com uma delegação composta por mais de 50 pessoas - incluindo jornalistas - e cada um dos integrantes teve de apresentar três testes PCR negativos antes de embarcar para a Rússia.

O chanceler alemão chegou na manhã desta terça-feira a Moscovo, onde terá uma reunião com Putin, focada na crise da Ucrânia.

A Alemanha e a Rússia têm relações económicas intensas e os russos são os principais fornecedores de gás do mercado alemão.

O gasoduto Nord Stream 2, que transporta gás russo para a Alemanha através do Mar Báltico, está concluído, mas ainda não está a operacional.

A tensão entre Kiev e Moscovo aumentou desde novembro passado, depois de a Rússia ter estacionado mais de cem mil soldados perto da fronteira ucraniana, o que fez disparar alarmes na Ucrânia e no Ocidente, que denunciou os preparativos para uma invasão daquela ex-república soviética.

Em dezembro, a Rússia, que nega ter intenções bélicas, exigiu garantias de segurança por parte dos Estados Unidos e da NATO para impedir que a Aliança Atlântica se expandisse mais para o leste e estacionasse armas ofensivas perto de suas fronteiras.

Desde então, têm sido desenvolvidos intensos esforços diplomáticos para tentar diminuir o clima de tensão e impedir uma escalada militar, com vários representantes ocidentais a visitarem, nas últimas semanas, as capitais da Ucrânia e da Rússia.

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Lusa