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Junta birmanesa anuncia primeiras execuções de condenados à morte desde 1990

A junta birmanesa condenou à morte dezenas de ativistas AFP

Ex-deputado Phyo Zeya Thaw e o ativista Ko Jimmy vão ser "enforcados de acordo com os procedimentos prisionais".

A junta militar no poder em Myanmar anunciou esta sexta-feira que vai executar um membro do partido da ex-líder civil Aung San Suu Kyi, um proeminente ativista pró-democracia e mais dois detidos, as primeiras execuções judiciais desde 1990 no país.

O ex-deputado Phyo Zeya Thaw e o ativista Ko Jimmy, condenados à morte por "terrorismo", vão ser "enforcados de acordo com os procedimentos prisionais" juntamente com outros dois detidos, numa data ainda por decidir, revelou um porta-voz da junta no poder, Zaw Min Tun.

A junta birmanesa condenou à morte dezenas de ativistas que se mobilizaram contra o golpe que no ano passado levou os militares ao poder em Myanmar (antiga Birmânia), numa violenta repressão dos protestos que se seguiram ao golpe, mas o país não executa ninguém há mais de 30 anos.

Phyo Zeya Thaw, um ex-membro do partido Liga Nacional pela Democracia, de Aung San Suu Kyi, foi preso em novembro de 2021 e condenado à morte em janeiro deste ano, ao abrigo das leis antiterrorismo.

O tribunal militar proferiu a mesma sentença para o ativista pró-democracia Kyaw Min Yu, mais conhecido pelo seu cognome "Jimmy".

"Pediram recurso da sentença e também apresentaram uma moção para que a sentença fosse comutada, mas ambos foram negados. Não há mais nada agora", afirmou o porta-voz da junta.

A data das execuções ainda não foi marcada, acrescentou.

Lusa