Sociedade

Programa de alojamento estudantil vai financiar quase 12 mil novas camas em residências

Há ainda mais de seis mil camas que resultam da requalificação de residências já em funcionamento Telmo Pinto / Global Imagens

Está previsto um investimento total de 375 milhões de euros até 2026.

O Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES) vai financiar a construção de novas residências estudantis que vão permitir aumentar em quase 12 mil o número de camas disponíveis, anunciou esta quinta-feira o Governo.

Com um investimento total de 375 milhões de euros até 2026, o programa destina-se à construção, aquisição, adequação e renovação de residências para estudantes de ensino superior, tendo sido selecionadas 134 candidaturas.

Em comunicado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior adianta que as candidaturas escolhidas totalizam 18.239 camas, das quais 11.795 são novas e as restantes 6444 resultam da requalificação de residências já em funcionamento.

A região Norte terá o maior número de camas financiadas pelo PNAES (5614), seguida do Centro (4790) e Lisboa (4421). No Alentejo, o reforço será de 1991 camas, entre novas e requalificadas, 719 no Algarve, 434 na região autónoma da Madeira e 270 nos Açores.

"A avaliação das candidaturas privilegiou propostas caracterizadas pela inovação construtiva e sustentabilidade ambiental, pela exequibilidade dos projetos e pelo seu contributo para melhorar a adequação da oferta às necessidades existentes", escreve o Ministério em comunicado.

A gestão e monitorização do programa fica a cargo da Agência Nacional Erasmus+ e segundo o aviso de abertura do concurso, publicado no início de 2022, está prevista a atribuição de um montante máximo de 8500 por cama para a requalificação e modernização de alojamentos existentes.

Para a construção de novos edifícios e para a aquisição e/ou adaptação de edifícios já existentes com o objetivo de passarem a ser utilizados como alojamento para o ensino superior, o montante máximo está fixado em 27.500 euros por cama.

"A concretização deste plano constitui um avanço sem precedentes na quantidade e qualidade do alojamento de estudantes do ensino superior, contribuindo para uma maior equidade e justiça social entre os inscritos em universidades e politécnicos ao reduzir significativamente os custos de frequência do ensino superior", sublinha a tutela.

Lusa