Uma das maiores preocupações da ministra do Trabalho é que esta mobilidade entre países seja feita de modo a garantir os direitos dos trabalhadores.
Em Cabo Verde numa missão de operacionalização do acordo de mobilidade entre cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Ana Mendes Godinho, a ministra do Trabalho, revelou na entrevista TSF/JN que, no prazo de um mês, 35 empresas disponibilizaram 600 ofertas de emprego para cidadãos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
"O que está a ser feito agora entre os dois organismos do IEFP português e de Cabo Verde é a ligação entre os perfis das pessoas que querem ir trabalhar para Portugal e as ofertas de emprego, para que isso seja feito valorizando as pessoas e salvaguardando as condições em que a deslocação é feita, para garantir que as pessoas são integradas", explicou Ana Mendes Godinho.
Uma das maiores preocupações da responsável pela pasta do trabalho é que esta mobilidade entre países seja feita de modo a garantir os direitos dos trabalhadores.
"Criámos uma equipa mista entre Portugal e Cabo Verde para acompanhamento destes processos de mobilidade. E também para reforçarmos o investimento na área da formação aqui em Cabo Verde por parte de Portugal, apostando muito nas qualificações como um fator-chave para a valorização dos próprios trabalhadores. Fizemos um processo de pré-seleção em que identificámos um conjunto de empresas que neste momento têm ofertas de emprego, em que identificaram desde logo o tipo de contrato e o tipo de perfil de pessoa que estão à procura, mas também o salário que estão a pagar e as funções a desempenhar", garantiu a ministra do Trabalho.
Os setores que, para já, mais sinalizaram ofertas de emprego foram, segundo a ministra, a construção civil, turismo, tecnologias e áreas de serviço social.