A PSP revela que há cada vez mais incidentes com material pirotécnico. Por isso, a polícia promete mão pesada à venda e à utilização de material pirotécnico.
Só nas duas semanas do Natal e do Ano Novo, a PSP apreendeu mais de 25 mil materiais pirotécnicos, 19 quilos de explosivos e diversas infrações. Os dados fazem parte do balanço da operação "Polícia sempre presente: festas em segurança 2022 - 2023", na qual a PSP decidiu intensificar a fiscalização ao setor da pirotecnia.
O Intendente Paulo Costa justifica a decisão com uma "preocupação crescente", porque "têm ocorrido incidentes" e porque se trata de "matérias explosivas" que têm de ser utilizadas com "a maior segurança possível" e essa também é missão da PSP. Paulo Costa explica que há vários tipos de fogo de artifício, mais ou menos perigosos, consoante diversos fatores, entre eles, a carga explosiva e o nível de ruído. Alguns, como as simples velas dos bolos de aniversário, nem sequer imaginamos que são considerados artigos pirotécnicos. Fazem parte dos menos perigosos e podem ser comprados por qualquer pessoa com mais de 14 anos.
Os que representam maior perigo só podem ser usados por profissionais. E, pelo meio, há os que enchem de luz e de cor a noite da passagem do ano, até no bairro mais simples. A PSP explica que, esses, podem ser vendidos a qualquer pessoa com 16 anos ou mais e não são perigosos, mas é preciso que sejam cumpridas todas as regras definidas no rótulo. O problema é que isso nem sempre acontece, o que tem resultado em diversos incidentes.
Por outro lado, há situações de claras irregularidades do lado de quem vende. A maioria dos 129 comerciantes fiscalizados pela PSP na última quinzena de 2022, estava a vender mais do que o permitido.
De acordo com a lei, a quantidade de fogo de artifício que pode ser armazenado e vendido não pode exceder os 10 quilos, mas a Polícia de Segurança Pública encontrou várias situações em que esse limite não foi respeitado. O resultado foi a apreensão do material.
Por isso, a PSP decidiu dar uma atenção especial ao setor da pirotecnia, na habitual operação que levou ao terreno, durante as festas. E promete que a malha vai continuar apertada. Paulo Costa sublinha que a polícia vai "manter a preocupação no sentido de normalizar esta atividade".