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Auroras boreais cada vez mais a sul. Imagens de uma aparição rara

Dinamarca Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix/AFP

Não é habitual que britânicos e franceses vejam auroras nos céus. Mas foi o que aconteceu nos últimos dias.

As auroras boreais no hemisfério norte e auroras austrais no hemisfério sul são habituais nas regiões do Ártico e Antártida, mas nos últimos dias o fenómeno foi registado em países muito mais afastados dos polos.

Os céus de Inglaterra, Países Baixos e até França iluminaram-se luzes coloridas e brilhantes, em vários casos inéditos, e foram notícia dois pilotos que se desviaram do seu curso para que os passageiros pudessem ver melhor:

O voo AY488 da Finnair que ligava Kuusamo a Helsínquia, na Finlândia, fez um loop sobre a cidade de Puolanka para atravessar uma aurora.

E um piloto da easyJet que viajava de Reykjavik, na Islândia, para Manchester, no Reino Unido, fez o mesmo sobre as Ilhas Faroé.

Este fenómeno natural ocorre devido ao contacto dos ventos solares com o campo magnético da Terra. As partículas e energia provenientes de tempestades solares reagem com os gases da atmosfera, provocando luzes verdes ou vermelhas quando ao contacto com o oxigénio ou azuis e roxas em contacto com o nitrogénio.

Ao longo dos próximos anos as luzes do norte podem surgir cada vez mais a sul e mais regularmente, devido à entrada do sol num ciclo de maior atividade, antecipa Robert Massey, diretor da Real Sociedade Astronómica do Reino Unido, citado pela CNN.

Carolina Rico