Sociedade

Mais pedidos de ajuda e a JMJ. Os desafios da nova direção da Cruz Vermelha

António Saraiva Paulo Spranger/Global Imagens (arquivo)

O empresário António Saraiva disse à TSF que os objetivos não vão mudar, mas que irá "promover melhorias" na organização.

O gestor António Saraiva toma esta segunda-feira posse como Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), antecipando, em declarações à TSF, muito trabalho numa altura em que "o número de pedidos de ajuda aumentou 74% face a 2022".

"Mesmo agora, em 2023, já duplicámos o número pedidos de apoio em comparação com o período homólogo do ano passado. (...) Temos famílias que enfrentam dificuldades e nós ajudamos despesas correntes desde alimentos, bens de primeira necessidade, higiene, pagamento de rendas, contas de água, luz", disse.

Face aos encargos, António Saraiva sublinhou que a CVP "não é uma entidade pública", mas sim uma "entidade não governamental privada sem fins lucrativos", que enfrenta um "problema": "Vivemos de donativos."

Durante o mandato de quatro anos que irá cumprir, o antigo presidente da Confederação Empresarial Portuguesa disse que o objetivo é "aumentar a capacidade de resposta" e que, em relação às direções anteriores, o foco é "promover melhorias".

António Saraiva garantiu ainda que a Cruz Vermelha está pronta para dar resposta a emergências civis em Portugal e no mundo.

"Agora, na Jornada Mundial da Juventude, vamos ter um conjunto de equipamentos, pessoas, custos médicos avançados (...) Vamos ter toda uma interação com a Proteção Civil e com o INEM para cumprir esse objetivo de estarmos atentos e estarmos permanentemente dispersos para ajudar", afirmou.

A nova direção da CVP, que pretende concentrar-se na sustentabilidade económico-financeira da instituição e otimizar a rede de 159 delegações, toma posse esta segunda-feira às 16h00.

Nuno Domingues com Maria Ramos Santos