O presidente do parlamento classificou este ato de "absolutamente escandaloso".
Um deputado de extrema-direita do parlamento polaco utilizou um extintor para apagar as velas de um castiçal que estavam acesas para assinalar o feriado judaico de Hanucá, gerando perturbação e acusações de antissemitismo e xenofobia, noticia a agência AP.
O ato de Grzegorz Braun, um dos deputados mais polémicos do parlamento, ocorreu quando o novo governo pró-União Europeia estava a iniciar os trabalhos e foi criticado pelas principais forças políticas, que disseram que não havia tolerância para comportamentos antissemitas e xenófobos no parlamento.
Grzegorz Braun, membro pró-russo do partido Confederação, afirmou no passado que existia um plano de transformar a Polónia num "Estado judaico" e pediu que a homossexualidade fosse criminalizada.
O presidente do parlamento, Szymon Holownia, classificou este ato de "absolutamente escandaloso" e excluiu Braun da sessão parlamentar do dia, anunciando que iria denunciar o caso ao Ministério Público.
O parlamento polaco aplicou também a maior sanção financeira possível ao deputado da extrema-direita, fazendo-o perder metade de três meses do seu salário e diárias por meio ano.
De acordo com imagens de vídeo do incidente, Braun pegou num extintor de incêndio e apagou as velas do candelabro de sete braços, um dos principais símbolos do Judaísmo.
Este incidente foi também criticado pela Igreja Católica polaca.
"Estou envergonhando e peço desculpas a toda a comunidade judaica na Polónia", escreveu nas redes sociais o cardeal Grzegorz Rys, que lidera um comité para o diálogo com o judaísmo.