Internacional

"Isto é pelo meu povo." Após excluir EUA de digressão mundial, Bad Bunny vai ser a estrela do intervalo do Super Bowl

O Super Bowl do próximo ano vai acontecer no dia 8 de fevereiro, no estado da Califórnia Angela Weiss/AFP (arquivo)

A notícia surge quando o músico porto-riquenho vive um dos melhores momentos da sua carreira. Atua em Portugal dias 26 e 27 de maio, no Estádio da Luz, em Lisboa

É considerado um fenómeno no mundo da música e agora vai mostrar o seu talento aos fãs de futebol americano: Bad Bunny vai atuar no intervalo da próxima final do Super Bowl, no Levi’s Stadium (Califórnia), a 8 de fevereiro de 2026.

Em comunicado, o artista porto-riquenho refere: "O que estou a sentir vai além de mim mesmo. É por aqueles que vieram antes de mim e correram inúmeros metros para que eu pudesse entrar e marcar um touchdown… isto é pelo meu povo, pela minha cultura e pela nossa história." E, na sua língua materna, incentiva os fãs a contar esta notícia às avós: "Ve y dile a tu abuela, que seremos el HALFTIME SHOW DEL SUPER BOWL."

A atuação foi também confirmada no Instagram do próprio.

Bad Bunny, que lançou no início deste ano o álbum Debí Tirar Más Fotos, foi o terceiro artista mais ouvido em todo o mundo em 2024, apenas ultrapassado por Taylor Swift e The Weeknd. Já tinha anteriormente conquistado uma legião de fãs com o álbum Un Verano Sin Ti e, no próximo ano, terá de resumir os seus sucessos em menos de 15 minutos na noite mais assistida da televisão norte-americana.

Esta decisão surge após a estrela porto-riquenha excluir os EUA da sua tour mundial — que inclui Portugal já com os dois concertos esgotados, nos dias 26 e 27 de maio de 2026, no Estádio da Luz, em Lisboa — por receio de que as autoridades dos serviços de imigração aproveitassem os espetáculos para fiscalizar as pessoas da América Latina.

“Houve muitas razões para eu não ter ido aos EUA e nenhuma delas foi por ódio... já fiz lá muitos concertos. Todos foram um sucesso e muito bons. Mas havia o problema de o pessoal da Agência de Imigração e Fiscalização dos Estados Unidos poder estar à porta do meu concerto. Era algo de que estávamos a falar e que nos preocupava bastante", afirmou, há poucos dias, em entrevista à revista britânica i-D.

O espetáculo de intervalo do Super Bowl deste ano, protagonizado pelo rapper norte-americano Kendrick Lamar, foi o mais visto de sempre com 133,5 milhões de espetadores.

Ana Sousa