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Pelo menos cinco mortos num ataque em Jerusalém Oriental

Um porta-voz da polícia afirmou que havia dois agressores Abir Sultan/EPA

Há vários feridos

Dois atacantes mataram esta segunda-feira a tiro cinco pessoas e fizeram vários feridos num cruzamento em Jerusalém Oriental, anunciaram os serviços de emergência israelitas.

Um porta-voz da polícia disse no canal 12 da televisão israelita que “dois terroristas foram neutralizados” após terem disparado e causado várias vítimas, sem especificar se os agressores foram mortos.

O ataque visou um autocarro, de acordo com os meios de comunicação israelitas, citados pela agência de notícias France-Presse (AFP).

O grupo extremista palestiniano Hamas, que enfrenta o exército israelita na Faixa de Gaza desde que atacou Israel em 7 de outubro de 2023, saudou o ataque e afirmou que os atiradores eram palestinianos.

“Afirmamos que esta operação é uma resposta natural aos crimes da ocupação [Israel] e ao genocídio que esta leva a cabo contra o nosso povo”, disse o Hamas num comunicado citado pela AFP.

O Magen David Adom, o equivalente israelita da Cruz Vermelha, registou quatro mortos e 10 feridos, sete dos quais em estado grave.

A morte de uma mulher foi constatada mais tarde no hospital Shaaré Tzedek da cidade, de acordo com um comunicado.

“Foi uma cena muito difícil”, disse o enfermeiro Fadi Dekaidek, citado num comunicado divulgado pelo serviço de emergência.

“Os feridos estavam deitados na estrada e no passeio perto de uma paragem de autocarro, alguns deles inconscientes”, afirmou Dekaidek.

O ataque ocorreu na entrada do bairro de Ramot, em Jerusalém Oriental, tendo a polícia afirmado que os agressores dispararam contra uma estação de autocarros.

“Um agente de segurança e um civil presentes no local reagiram imediatamente, ripostaram e neutralizaram os agressores”, disse a polícia num comunicado.

Um porta-voz da polícia afirmou que havia dois agressores.

O gabinete do primeiro-ministro israelita afirmou que Benjamin Netanyahu estava reunido “com os responsáveis pelos serviços de segurança”.

Notícia atualizada às 10h56

TSF/Lusa