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Tarifas: UE disposta a negociar com EUA, mas não descarta contramedidas

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen Jean-Christophe Verhaegen/AFP (arquivo)

Von der Leyen reitera que Bruxelas continua disposta a "trabalhar para chegar a um acordo até 1 de agosto", mas avisou que também "tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar" os seus interesses, "incluindo a adoção de contramedidas proporcionais, se necessário"

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou este sábado que Bruxelas continua disposta a negociar com os EUA para chegar a um acordo antes de 1 de agosto, após Donald Trump anunciar tarifas de 30%.

Von der Leyen reiterou, em comunicado, que Bruxelas continua disposta a "trabalhar para chegar a um acordo até 1 de agosto", mas alertou que também "tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar" os seus interesses, "incluindo a adoção de contramedidas proporcionais, se necessário".

"Enquanto isso, continuamos a aprofundar as nossas alianças globais, firmemente enraizadas nos princípios do comércio internacional baseado em regras", sinalizou Von der Leyen.

A presidente do executivo comunitário avisou ainda que a imposição desta taxa "interromperia cadeias de fornecimento transatlânticas essenciais, em detrimento de empresas, consumidores e pacientes de ambos os lados do Atlântico".

A responsável indicou que "poucas economias no mundo igualam o nível de abertura e compromisso da União Europeia com práticas de comércio justo", que "tem priorizado consistentemente uma solução negociada com os EUA", refletindo "um compromisso com o diálogo, a estabilidade e uma parceria transatlântica construtiva".

Trump anunciou este sábado que vai impor tarifas de 30% sobre produtos da UE a partir de 1 de agosto, numa carta endereçada à presidente da Comissão Europeia, publicada na plataforma Truth Social.

O governo italiano também já reagiu a este anúncio, em comunicado, apontando que "acompanha de perto as negociações em curso entre a UE e os Estados Unidos, apoiando integralmente os esforços da Comissão Europeia, que serão intensificados nos próximos dias".

O executivo liderado por Giorgia Meloni expressou "confiança na boa vontade de todas as partes para chegar a um acordo justo que fortaleça o Ocidente como um todo".

"Agora é fundamental manter o foco nas negociações, evitando polarizações que complicariam a obtenção de um acordo", conclui.

Já o primeiro-ministro dos Países Baixos, Dick Schoof, ofereceu o apoio "total" do Governo à Comissão Europeia para procurar um acordo "mutuamente benéfico".

"A Comissão Europeia pode contar com o nosso total apoio", afirmou Schoof numa mensagem nas redes sociais, sublinhando que "o anúncio dos EUA de impor tarifas de 30% sobre produtos importados da União Europeia é preocupante e não o caminho a seguir".

O primeiro-ministro holandês também pediu unidade dentro da UE nesta fase das negociações com Washington, salientando que devem "permanecer unidos e determinados a conseguir um acordo mutuamente benéfico com os Estados Unidos".

Lusa