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Macron nomeia ministro Gabriel Attal para chefiar governo francês

Gabriel Attal Ludovic Marin/AFP

O atual ministro da Educação tem 34 anos. Será o primeiro-ministro mais jovem da história da República Francesa.

O até agora ministro da Educação francês Gabriel Attal foi esta terça-feira nomeado primeiro-ministro, tornando-se o mais jovem chefe de governo da história da República Francesa, segundo fonte da Presidência. 

De acordo com a AFP, o Presidente francês, Emmanuel Macron, indicou Attal para suceder a Élisabeth Borne, que apresentou a sua demissão na segunda-feira. 

O jovem ministro da Educação, com 34 anos, era considerado o favorito para assumir a chefia do executivo francês. 

Gabriel Attal, que é o primeiro chefe do Governo assumidamente homossexual, era um dos ministros de maior confiança de Macron, chegou a ser apontado como potencial vice do Presidente, e tem também experiência como porta-voz do Governo. 

Attal, ex-militante socialista, dá assim continuidade a uma carreira meteórica que começou com o próprio Macron, quando este decidiu fundar o seu movimento político. 

Será o quarto chefe de governo no mandato de Macron, o segundo desde a sua reeleição em maio de 2022, para além dos dois do primeiro mandato: Edouard Philippe, de 2017 a 2020, e Jean Castex até 2022. 

O primeiro desafio de Attal será relançar a imagem do executivo na segunda metade do quinquénio de Macron, num ano-chave com a celebração dos Jogos Olímpicos e as eleições europeias, depois de a estabilidade do executivo ter sido seriamente afetada por lutas constantes no Parlamento, onde foram apresentadas cerca de 30 moções de censura. 

A reforma das pensões e, mais recentemente, a lei que modifica uma série de políticas migratórias - ainda pendentes de revisão pelo Conselho Constitucional - acabaram por pesar sobre o Governo e, em particular, sobre a primeira-ministra cessante, Elisabeth Borne, que formalizou a sua demissão na segunda-feira. 

Borne apelou na sua carta de demissão à "continuação das reformas", que considera "mais necessárias do que nunca" para tentar alcançar "uma França mais forte e mais justa numa Europa mais soberana", segundo a Franceinfo. 

Ao aceitar a demissão de Borne, na segunda-feira, Macron referiu o seu "trabalho exemplar". 

Lusa