Sociedade

“Está mal desenhado.” Eliana de Almeida Pinto diz que “Tribunal Administrativo do Centro não pode ser um TCAzinho”

Eliana de Almeida Pinto, juíza secretária do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais Mário Vasa

Em declarações à TSF e ao JN, a juíza secretária do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais refere que é "uma decisão política"

A juíza secretária do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais entende que o Tribunal Central Administrativo do Centro, tal como está desenhado na lei, não vai servir para aliviar o trabalho dos restantes tribunais centrais. Em entrevista à TSF e ao Jornal de Notícias (JN), Eliana de Almeida Pinto afirma que é uma opção política. 

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“O que estava previsto era que o Tribunal Central Centro fosse metesse um tribunal centralzinho. Ou seja, com oito juízes desembargadores para o contexto administrativo e oito juízes desembargadores para o contencioso tributário. Não ia resolver o problema do Tribunal Central Administrativo do Sul, que é verdadeiramente aquele que está num estado calamitoso e, portanto, parece-nos que o Tribunal Central está mal desenhado", começa por dizer a desembargadora.

Eliana de Almeida Pinto adianta que o que foi transmitido à ministra da Justiça é que, para o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, "tanto faz": "A decisão política é a decisão política e nós não nos metemos nisso."

"O importante é que nos deem meios. Ou alargam a portaria que consagra o número de juízes desembargadores no Tribunal Central Administrativo do Sul e no Tribunal Central Administrativo Norte e alargam-no substancialmente para que possamos dar resposta ou criam um Tribunal Central Administrativo Centro noutros termos. Não pode ser um TCAzinho", atira.

LEIA AQUI A ENTREVISTA COMPLETA COM ELIANA DE ALMEIDA PINTO

Pedro Araújo