Economia

Financiamento contra alterações climáticas "não é uma esmola". Guterres pede "união" dos países na COP29

António Guterres EPA

Em Baku, o secretário-geral da ONU refere que o financiamento é "um investimento contra a devastação que o caos climático desenfreado nos irá infligir"

O secretário-geral das Nações Unidas fez um último apelo dramático para o sucesso da Cimeira do Clima que, esta sexta-feira, termina em Baku, no Azerbaijão. Perante os jornalistas, António Guterres, afirma que “o sucesso da COP29 não está garantido”, mas “o fracasso não é uma opção”.

O acordo para um novo objetivo de financiamento climático ainda não saiu da fase de rascunho. O texto que circula em Baku não dá um número preciso dos valores a disponibilizar pelos países desenvolvidos, mas o que se sabe é que esta será uma verba bastante superior aos 100 mil milhões de euros que os países ricos se comprometeram a fornecer durante o período de 2020 a 2025.

Agora, a diplomacia do clima, em vez de milhares de milhões de euros, já fala em biliões. Para tentar desbloquear o impasse, António Guterres foi a Baku explicar que o “o financiamento não é uma esmola, é um investimento contra a devastação que o caos climático desenfreado nos irá infligir”.

Para o secretário-geral das Nações Unidas, o que está em causa “é um adiantamento para um futuro mais seguro e próspero para todas as nações da Terra e, por isso, temos de fazer progressos e devemos usar o progresso que já fizemos com o Acordo de Paris para construir um novo quadro de financiamento”.

Guterres lembra que a cooperação internacional é fundamental para combater as alterações climáticas. “Apesar de estarmos a viver no meio de divisões e incertezas geopolíticas, o mundo precisa que os países se unam em Baku”.

É urgente tomar decisões e “o tempo é escasso”, lembra o secretário-geral das Nações Unidas.

José Milheiro