Sociedade

Estudantes bloqueiam Liceu Camões em defesa do "fim ao fóssil até 2030"

Filipe Amorim/Lusa (arquivo)

Para as 10h00 desta segunda-feira está agendada uma assembleia estudantil, na praça frente ao Liceu Camões

Um grupo de estudantes em greve fechou esta segunda-feira a entrada do Liceu Camões, em Lisboa, a cadeado, afetando o início das aulas, e pelas 08h50 a polícia já estava no local a garantir a reabertura da escola.

Num comunicado esta segunda-feira divulgado, os estudantes justificam a greve com os resultados eleitorais, exigindo um compromisso com o "fim ao fóssil até 2030". Para as 10h00 está agendada uma assembleia estudantil, na praça frente ao Liceu Camões.

Contactada pela Lusa, pelas 08h50, a PSP confirmou a ação, mas disse que no local já estavam alguns agentes a garantir a reabertura da escola.

Em declarações à Lusa, a porta-voz dos estudantes, Matilde Ventura, confirmou que pelas 08h50 a polícia estava a cortar os cadeados, adiantando que alguns professores, quando chegaram, admitiram não ter condições para dar aulas.

Admitiu, contudo, que com a reabertura algumas aulas possam começar, com atraso. 

Citado no comunicado, Lucas Cavaquinha, estudante do Liceu Camões, afirmou: "Eu tenho o direito a ter um futuro e é por isso que estou aqui hoje. Nós não podemos aceitar mais um governo que nos condena ao colapso climático. A nossa geração não o vai aceitar."

"Nesta assembleia vamos perceber como é que não vamos dar paz a este novo governo, até se comprometer com a reivindicação dos estudantes. Se eles não se comprometerem, não vão poder governar", acrescentou.

Lusa