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Rangel congratula-se com “fim do terror absoluto” em Gaza e aplaude libertação de reféns "nacionais ou com ligação a Portugal"

Paulo Rangel António Cotrim/Lusa

O ministro dos Negócios Estrangeiros destaca "um ato da mais pura justiça que é também um passo indispensável para a paz"

O ministro de Estado e Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, aplaudiu esta segunda-feira a libertação de reféns tomados em Israel há dois anos pelo movimento islamista palestiniano Hamas, saudando “o fim do terror absoluto”.

“Portugal saúda a libertação de todos os reféns e o fim do terror absoluto a que foram sujeitos. Destaca os cidadãos nacionais ou com ligação a Portugal e associa-se à alegria e alívio das suas famílias. Um ato da mais pura justiça que é também um passo indispensável para a Paz”, disse.

Rangel escreveu esta mensagem na sua página oficial de chefe da diplomacia lusa na rede social X.

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, e o seu homólogo da Autoridade Nacional Palestinina (ANP), Mahmoud Abbas, vão ser recebidos pelo congénere egípcio, Abdel-Fattah el-Sissi, numa cimeira formal pela Paz naquela região do Mundo, na estância balnear Sharm el-Sheikh.

Naquele encontro vão estar representantes de mais de 20 outros países, incluindo o antigo primeiro-ministro português e presidente do Conselho Europeu, António Costa.

A troca de reféns israelitas por prisioneiros palestinianos foi acordada na semana passada durante as negociações que decorreram igualmente no Egito, sob patrocínio também de EUA, Turquia, Qatar e Arábia Saudita.

Israel deverá libertar mais de 1900 prisioneiros palestinianos como parte do plano gizado por Trump.

Os 20 reféns, todos homens, reuniram-se com os familiares e vão ser depois ser submetidos a exames médicos.

O atentado do Hamas causou a morte de 1.219 pessoas, na sua maioria civis, incluindo mulheres e crianças, de acordo com uma contagem da agência noticiosa francesa AFP.

Em resposta, Israel lançou uma campanha militar em Gaza que, segundo o Ministério da Saúde do Hamas, causou mais de 67 mil mortes, também na sua maioria civis, e causou um desastre humanitário, incluindo a morte à fome de muitas crianças.

TSF/Lusa