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França vai abrir consulado na Gronelândia para "enviar mensagem política"

Jean-Noel Barrot, ministro dos Negócios Estrangeiros francês Foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP

"A Gronelândia decidiu ser dinamarquesa, fazer parte da NATO e da UE", defende o ministro dos Negócios Estrangeiros francês

França vai abrir um consulado na Gronelândia em fevereiro para aumentar a presença no território dinamarquês, no contexto das crescentes ameaças do Presidente norte-americano de anexação da ilha, anunciou esta quarta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros francês.

Em entrevista à rádio francesa RTL, o ministro Jean-Noël Barrot explicou que a medida permitirá à França "enviar uma mensagem política" sobre a situação atual.

As suas declarações surgem poucas horas antes do encontro entre os ministros dinamarquês e gronelandês com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o vice-presidente, JD Vance, na Casa Branca.

O consulado abrirá as suas portas a 6 de fevereiro.

"Isto transmite uma mensagem relacionada com o desejo de ter uma maior presença [no território], incluindo na área científica", alegou, acrescentando que "a Gronelândia não quer ser governada, adquirida ou integrada nos Estados Unidos.

"A Gronelândia decidiu ser dinamarquesa, fazer parte da NATO e da UE", referiu, lembrando as palavras do primeiro-ministro da Gronelândia.

Jens-Frederik Nielsen admitiu na terça-feira que o país está "perante uma crise política", sublinhando que se tiver de ser feita uma escolha entre os Estados Unidos e a Dinamarca, a decisão será ficar na Dinamarca.

"A Gronelândia não quer que ninguém a possua nem que ninguém a controle", disse Nielsen.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem insistido em adquirir controlo do território "a bem ou a mal", alegando que não vai permitir que a Rússia ou a China "ocupem a Gronelândia".

Trump adiantou querer comprar o território à Dinamarca, mas admitiu também uma intervenção militar para tomar o controlo da região, que faz parte NATO e da União Europeia.

Lusa