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Senegal ameaçou abandonar final, mas acabou por vencer CAN frente a Marrocos

epa12659880 Players of Senegal celebrate winning the CAF Africa Cup of Nations 2025 final match between Senegal and Morocco in Rabat, Morocco, 18 January 2026. EPA/JALAL MORCHIDI Jalal Morchidi/EPA

Parte da comitiva do Senegal chegou mesmo a abandonar o relvado em protesto com a decisão do árbitro, que, minutos antes, interrompera uma jogada que resultaria no golo dos 'leões de Teranga'

Um golo de Pape Gueye, no prolongamento, garantiu no domingo o segundo título ao Senegal na Taça das Nações Africana de futebol (CAN2025), ao vencer por 1-0 o anfitrião Marrocos, que desperdiçou um penálti no limite do tempo regulamentar.

Brahim Diaz, futebolista do Real Madrid e melhor marcador do torneio com cinco golos, virou vilão da final ao falhar um penálti à 'Panenka', nos descontos do tempo regulamentar, que poderia ter dado a vitória a Marrocos.

Parte da comitiva do Senegal chegou mesmo a abandonar o relvado em protesto com a decisão do árbitro, que, minutos antes, interrompera uma jogada que resultaria no golo dos 'leões de Teranga'. A cabeça fria do capitão Sadio Mané, eleito jogador do torneio, impediu que a equipa abandonasse o jogo, permitindo-lhe continuar na luta pelo título.

E foi no prolongamento, depois de uma perda de bola a meio-campo por parte dos marroquinos, que surgiu o contra-ataque iniciado por Sadio Mané e que terminou nos pés de Pape Gueye, aos 94 minutos, que, com um remate cruzado à entrada da área, inaugurou o marcador.

Até ao final do tempo extra, ambas as equipas tiveram oportunidades para marcar, mas o resultado manteve-se inalterado, depois de 90 minutos repartidos, com o Senegal superior na primeira parte e Marrocos a dominar a segunda.

Este desfecho confirma a tendência do torneio: apenas nove seleções anfitriãs conquistaram a CAN nas 35 edições disputadas (o Egito, por três vezes, e o Gana, em duas ocasiões).

O triunfo do Senegal na final frente à seleção anfitriã apenas tem paralelo em três das 35 edições da Taça das Nações Africanas, duas delas protagonizadas pelo Gana, na Tunísia, em 1965, e na Líbia, em 1992. Mais recentemente, em 2000, os Camarões conquistaram o título diante da Nigéria, que coorganizou o torneio com o Gana.

O Egito, derrotado nas grandes penalidades pela Nigéria na disputa do terceiro e quarto lugares, continua a ser o país mais titulado da CAN, com sete troféus, seguido pelos Camarões, com cinco, e pelo Gana, com quatro.

Lusa