Sociedade

"Brutal como se fosse um sismo." Leiria acorda com "cenário de guerra" devido à depressão Kristin

Créditos: Carlos Barroso/Lusa

A cidade de Leiria foi a mais afectada pela depressão Kristin. Testemunhas ouvidas pela TSF comparam o cenário ao que se viveu com a tempestade Leslie, em 2018

A noite foi de sobressalto, no bairro junto ao centro de Leiria, onde vive Francisco Rebelo dos Santos. O director do jornal Região de Leiria descreve momentos da tempestade, "como se fosse um sismo". O prédio de quatro andares abanou, "tal era a brutalidade da força da tempestade, arrancou varandas". Nos prédios vizinhos, o cenário é também de destruição, com "árvores centenárias arrancadas pela força do vento, muros destruídos, derrubados pela força do vento, carros que estavam estacionados na via pública ficaram com os vidros partidos".

O mesmo cenário é descrito por Marina Guerra, a chefe de redacção do jornal, que vive afastada do centro de Leiria. Há "muitos telhados levantados", com prejuízos elevados, e comunicações intermitentes. A jornalista compara o cenário ao vivido na região em 2018, com a tempestade Leslie.

No entanto, para Francisco Rebelo dos Santos, a situação é ainda pior. "Há um cenário de destruição muito grande. Parece um cenário de guerra, todo o clima próprio de uma tempestade como não há memória. Foi a tempestade mais grave que vivi aqui", conclui o director do jornal Região de Leiria, que sempre viveu na cidade.

A depressão Kristin fez duas vítimas mortais em POrtugal. A ANEPC registou entre as 00h00 e as 08h00 desta quarta-feira cerca de 1500 ocorrências, dando conta do "grande impacto" da depressão Kristin, sobretudo nos distritos de Leiria e Coimbra e na região Oeste (distritos de Leiria e Lisboa), com cortes de energia e de comunicações, cortes de estradas e quedas de árvores e de estruturas.

Até às 07h00 desta quarta-feira, 855 mil clientes da E-Redes estavam sem energia elétrica em Portugal continental, sendo Lisboa, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Santarém e Setúbal os distritos mais afetados, disse à Lusa fonte da empresa.

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Cristina Lai Men