Sociedade

Seis realojados em Alcácer do Sal devido a inundações. Autarquia tem residências para "situações de emergência"

Créditos: Rui Mindérico/Lusa

Durante a noite, a Avenida dos Aviadores esteve encerrada devido às descargas das barragens, mas as equipas no terreno conseguiram bombear a água. Nesta altura, o trânsito foi reaberto, mas a autarca admite que a circulação seja interrompida, outra vez, ao final do dia

Seis pessoas tiveram de ser realojadas em Alcácer do Sal, na sequências das inundações. Um casal e uma família de quatro pessoas que vivia na marginal da cidade foram deslocados para zonas mais seguras. Em declarações à TSF, a presidente da câmara, Clarisse Campos, adianta que há mais residências prontas, se for necessário retirar mais moradores.

"Temos uma série de alojamentos que foram já disponibilizados por parte de particulares, alguns deles já estão a ser utilizados, mas ainda temos uma margem considerável. Temos dois alojamentos locais e um quarto duplo já ocupado, mas depois temos um espaço considerável que a Santa Casa da Misericórdia também nos disponibilizou e que em situação de emergência podemos utilizar", explica à TSF Clarisse Campos.

Durante a noite, a Avenida dos Aviadores esteve encerrada devido às descargas das barragens, mas as equipas no terreno conseguiram bombear a água. Nesta altura, o trânsito foi reaberto, mas Clarisse Campos admite que a circulação seja interrompida, outra vez, ao final do dia. A autarca mantém os avisos, sublinhando que a tempestade ainda não passou.

"Continuamos a avisar quem vive e tem os estabelecimentos comerciais em toda a zona da marginal, na Avenida dos Aviadores e no Largo Luís de Camões, principalmente, mas em toda a marginal, para acautelar os bens e seguir as indicações que vamos transmitindo da Proteção Civil, nomeadamente ao nível dos estacionamentos das viaturas", refere, sublinhando que prevê-se um "agravamento da situação" durante a noite.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. Este sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

Carolina Quaresma