O cenário é mais estável, mas o presidente da União de Freguesias de Montemor-o-Velho e Gatões, Bruno Rodrigues, sublinha que a "precaução" mantém-se
A manhã trouxe sol e algum descanso à população de Montemor-o-Velho. Depois de dias de apreensão, a água deu sinais de recuo e o ambiente na vila é, agora, de maior tranquilidade. Em declarações à TSF, o presidente da União de Freguesias de Montemor-o-Velho e Gatões, Bruno Rodrigues, descreve um cenário mais estável.
"Mais calmo, mais tranquilo, mas com a vigilância de sempre. É por isso que estamos no terreno", afirma.
O sol ajudou a aliviar o ambiente. "Hoje o dia, mesmo com o sol, animou a população", reconhece o autarca, sublinhando que, ainda assim, mantém-se a prudência. "Está calmo, mas com vigilância e com precaução sempre."
Bruno Rodrigues acompanha de perto a evolução do chamado Rio Velho, cujo caudal baixou ligeiramente, "embora a corrente continue muito forte". E essa corrente forte, explica, é um sinal positivo. "É um bom sinal que a corrente continue forte porque o Mondego, mais abaixo, está a ter encaixe aqui do Rio Velho. É isso que estamos a observar, é sempre um bom sinal."
Durante esta fase mais estável, os serviços municipais e operacionais não interromperam o trabalho. "Continuaram com o acompanhamento às populações, sempre a verificar onde é preciso atuar", explica.
Bombeiros, Proteção Civil, forças de segurança e funcionários da junta têm percorrido as zonas mais sensíveis, avaliando necessidades. "Verificar se há necessidade de retirar alguém, levar mantimentos, medicação. Temos estado sempre com esse acompanhamento diário."
Até agora, não houve necessidade de retirar pessoas das suas habitaçóes, na união de freguesias. Ainda assim, a noite levou alguns moradores a agir por iniciativa própria. "Houve pessoas, sobretudo idosos, que se deslocaram para casa de familiares por precaução. Outras mudaram-se para o primeiro andar", afirma o presidente da União de Freguesias de Montemor-o-Velho e Gatões, Bruno Rodrigues.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.