O secretário de Estado da Segurança Social diz que os cortes no sector vão ser feitos com «ética social» e aponta casos de despesas com prestações sociais que não pararam de crescer.
No encerramento da conferência organizada pela TSF sobre Saúde, com o tema "Serviço Nacional de Saúde: Custos e Benefícios", Marco António Costa revelou que a Segurança Social passou de um saldo positivo de quase mil milhões de euros para um défice de 300 milhões de euros.
A título de exemplo, o secretário de Estado apontou as despesas com o Rendimento Social de Inserção (RSI).
«Em 2006, o RSI significava uma despesa para o Estado de 334 milhões de euros. Em 2010, correspondia a 519 milhões de euros, ou seja, mais 55,4 por cento em quatro anos», avançou.
O governante acrescentou que, em 2012, é preciso fazer um «ajustamento» de 370 milhões de euros.
Outro exemplo de despesas referido pelo governante foi o abono de família, que «passou de uma despesa de 626 milhões de euros em 2006 para 968 milhões de euros em 2010», o que corresponde a «uma subida de 35,3 por cento».
Deste modo, Marco António Costa defendeu a necessidade de efectuar cortes, mas assegurou que os ajustes vão ser feitos com «ética social».
«É possível fazer ajustamentos no sector social, garantindo que os pensionistas das pensões mínimas do regime geral da pensão social ou dos regimes rurais tenham uma pequena actualização de acordo com a inflação», afirmou.