O Bloco de Esquerda insiste no pedido para o fim das parcerias publico-privadas, que classifica de «roda livre». O PCP assinala a falência total deste modelo.
O Bloco de Esquerda voltou a pedir o fim das parcerias publico-privadas, depois de ter sido divulgado que estas parcerias tiveram uma derrapagem de 18 por cento em 2011, com o sector rodoviário à cabeça.
«Introduziram-se portagens, as pessoas passaram a pagar algo que era gratuito e mesmo assim o Estado está a gastar mais dinheiro», assinalou a deputada Catarina Martins.
Em declarações à TSF, esta parlamentar bloquista considerou que estas parcerias «mantêm-se completamente em roda livre, a sugar os recursos do país», o que é «completamente intolerável».
Por seu lado, o líder parlamentar do PCP os dados divulgados esta quinta-feira «revelam a completa falência deste modelo de financiamento do investimento público».
«É um modelo que garante lucros ao sector privado envolvido em cada projecto à custa de uma carga sobre o Orçamento de Estado muito superior ao que seria a carga se o investimento fosse feito directamente pelo Estado», explicou Bernardino Soares.
Ouvido pela TSF, este dirigente comunista recordou ainda que «estas derrapagens correspondem sempre a mais investimento do Estado e a mais lucro do sector privado».