A proprietária da única armação de atum em Portugal diz já ter detetado 43 roubos de atuns e alerta para o perigo de vida que correm os caçadores furtivos responsáveis por estes assaltos.
A Tunipex, proprietária da única armação de atum em Portugal, está preocupada com os roubos frequentes de animais que chegam a atingir os 300 quilogramas.
Os responsáveis por esta empresa luso-japonesa entende que os caçadores furtivos responsáveis por estes roubos correm risco de vida, uma vez que conhecem a estrutura.
A empresa que já detetou a falta de 43 atuns diz que o problema se tem prolongado em 2012, recordou que estes caçadores enfrentam diversos perigos.
«Há o perigo de ficaram emalhados nas redes, há a possibilidade de os arpões ficarem no bicho e estes ficarem feridos e as pessoas, se fizerem mergulhos mais fundos e ficarem presas nas redes poderem não vir para cima», explicou o responsável pela secção de peixe vivo da armação da Tunipex.
José Graça adiantou ainda que não pretende que haja mortes dentro da estrutura, algo que já aconteceu em Espanha e que impediu a empresa de laborar durante uma semana, como explicou o capitão da armação, Alfredo Poço.
O capitão da armação da Tunipex lembrou ainda que o prejuízo de um atum roubado é bastante grande, uma vez que um peixe destes vendido no mercado de Tóquio poderá valer entre 15 e 20 mil euros.